segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A era digital, ou melhor, a era das redes sociais...



      Atualmente grande parte da sociedade contemporânea possui acesso as redes sociais, por meio de algum dispositivo eletrônico , via computador doméstico, lan house, celular, tablet, entre outros. Os jovens talvez seja os maiores consumidores de tal tecnologia. Estas tecnologias fazem parte da cultura juvenil, estes usufruem destas via dispositivos voláteis, que logo se tornam ultrapassados com o giro rápido do mercado, que sempre oferece algo novo. Como exemplo, o orkut, uma rede social muito utilizada pelas pessoas, inclusive pelos jovens, que se tornou ultrapassada com a chegada do facebook. Estas redes sociais assim como whatssap, blogs, snap, instagra, constituem uma certa identidade aos sujeitos consumidores, gerando uma especifica cultura de massa.

      A prática das redes social está tão difundida na sociedade contemporânea, a ponto de ocorrer estranhamento entre jovem que usufruem entre os que não usufruem das redes sociais, por exemplo, um jovem que não possui um perfil no facebook, ou o aplicativo do whatssap, ou até mesmo a posse de um aparelho smartphone, este que da acesso quase que instantaneamente as redes sociais. Tais práticas constituem os sujeitos, regulam suas condutas e as ações sócias, denominando uma certa identidade especifica, aponto de um jovem de classe social baixa, assumir uma divida na qual não pode pagar, apenas por possuir tais dispositivos que geram identidade.

      Deste modo, o jovem é conduzido a ser o sujeito desejado pela dominação hegemônica, para que estes se sintam acolhidos e aceitos por está enorme mancha, a juventude.  Diante da condição deste cenário o estudo cultural juvenil implica em contestações impostas a sociedade. Como por exemplo, a centralização cultural, as verdades absolutas, as identidades engessadas, e por fim as condutas que são gerida por meio das regulações culturais de acordo com Hall.

      De acordo com Hall, a regulação cultural da sentido as ações dos sujeito por meio das regras e convenções, por exemplo as impostas pelas instituições, como exemplo a escola. Tais instituições estabelecem padrões aceitáveis, que classificam as ações e condutas dos sujeitos.  Os sistemas organizacionais da sociedade, utilizam a regulação cultural a fim de internaliza identidades nos sujeitos, focando no processo de subjetividade destes, onde estes atuam ativamente no processo de formação do sujeito desejado. É por meio da regulação cultural que as instituições como a escola, moldam, controlam e produzem os sujeitos desejados, especificamente pela dominação hegemônica.

     Contudo, os estudos culturais contribuem para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, onde a cultura é pública, possibilitando a atuação de todos na constituição desta, contestando a dominação hegemônica. Nada é verdade absoluta, tudo é construído por meio dos discursos circulantes, onde os significados são transitórios.

2 comentários:

  1. 172972 - Um belo texto,
    Concordo plenamente a respeito do jovem criar uma certa identidade atraves das redes sociais, e os que não poossuem tal tecnologia via dispositivo movel, computador, etc acabar sendo excluido desse meio, o que acaba criando como dito no texto a dominição hegemonica atraves dessa tecnologia presente no mundo moderno.

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  2. Bom texto.
    Como apresentado no texto, a escola é uma das principais instituições reguladoras. Pregam o ensino da autonomia pra que seus alunos pensem por si mesmos, estabeleçam para si leis. No entanto, a autonomia promovida pela escola significa que os alunos irão aprender a regular a si mesmos, controlar suas atitudes sem que a escola ou outra instituição reguladora tenha que intervir. Os alunos são condicionados a agir e pensar de acordo como o que lhes fora ensinado.

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