Estas são algumas perguntas que nos instigaram durante essa semana. Os discursos formados e pré estabelecidos na sociedade funcionam como um estatuto da verdade que nos regulam. Ao vermos uma criança um pouco mais inquieta que as outras, logo pensamos, rotulamos e criamos uma imagem dela. Postulamos características de uma criança "travessa", "difícil", "que não para quieta"e entre outras... Essas características influenciam, as vezes até inconscientemente, nosso modo de agir com ela.
Neste cenário, exemplificamos um olhar sobre UMA criança, agora pensem no que acontece quando um professor se coloca dentro de uma sala de aula e olha para seus alunos: "Aquele aluno é bom, aquele é ruim, aquele não tem jeito, aquele não para, aquele é um amor, aquele faz tudo, aquele é tímido demais". O que acontecerá na prática do professor com cada aluno se existirem todos esses rótulos formados?
Talvez seja o momento, já tardio, de repensar na apropriação destes discursos. Pensar, como você como professor aprendeu a pensar o que pensa? Como seu aluno aprendeu a pensar e se comportar de determinado modo? E por fim, como podemos intervir nesta realidade?
Renata M. Santos 147800
ResponderExcluirGostei muito do modo como vocês abordaram o assunto e me fez pensar no fato de nós professores acabarmos muitas vezes reforçando um comportamento que consideramos inadequado dando ao aluno um rótulo. Nós acabamos por rotula-los sem mesmo pensar o motivo pelo qual aquele aluno demonstra tal comportamento e se quer pensamos em ajuda-lo ou que talvez que o problema não seja muitas vezes o aluno em si...
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ResponderExcluirVivemos num mundo em que as diferenças são indesejáveis e, portanto, é necessário usar carimbos para marcar o gado e dividir os bons dos ruins.
Essa comparação é perversa, mas ao taxarmos um aluno de ruim, estamos escrevendo seu destino de alguém que vai evadir a escola, pois não é inteligente e só serve para cargos manuais. Mas isso não quer dizer que os inteligentes irão ser chefes, mas estarão no escalão intermediário na maioria dos casos.
Isso ocorre, em geral, devido à complexidade em derrubar quem está no poder e sua ideologias.
Mas não podemos ser ingênuos em acreditar que somente com a educação podemos transformar essa realidade.
135871- Pensando nisso o professor vai acabar dando mais atenção aos "bons alunos" deixando de lado aqueles que tem rótulos de crianças inquietas ou péssimos alunos. Reorçando cada vez mais esses rótulos, sendo que as vezes esse aluno só precisaria de um olhar diferente. Todos são diferentes dificilmente vai ter uma sala que tenha somente alunos que ficam quietos e se esses rótulos forem reforçados a criança vai aprender que isso é verdade e vai levar isso para sua vida, consequentemente ensinando isso aos seus filhos fazendo com que essa rotulação das crianças nunca acabe. É difícil achar que é somente responsabilidade do professor acabar com isso, tem que ter um trabalho dentro e fora da escola para transformar essa realidade
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