Por
que ainda vemos no ambiente escolar situações que os alunos se recusam a
realizar a prática alegando que é jogo de menina? Ou que é jogo de menino?
De
acordo com o texto “A problematização no ensino da Educação Física” é necessário
problematizar as práticas para que seja possível pensar e questionar as
representações que estão enraizadas nessa atividade, tornando um espaço de
aprendizagem. Não aquela aprendizagem que meramente reproduz algo, mas aquela
que expresse uma aprendizagem crítica, possibilitando a real aprendizagem sobre
ela (Sua importância).
Tudo
isso dentro do universo do aluno. O que isso quer dizer? Que o professor deve
mapear as práticas corporais que os próprios alunos já tiveram experiência,
aquelas que eles conhecem, aquelas que estão no entorno da sua rotina (sabe que
existe, mas nunca praticou) para que assim o professor conheça o repertorio de
conhecimento da sala e relacione com o que está sendo realizado, favorecendo o
aumento de interesse por parte dos alunos e, consequentemente, aprenda e leve
isso não apenas como obrigação, mas como algo que vai acrescentar na sua vida.
148983
ResponderExcluirAcredito que a problematização dentro da escola seja de extrema importância não apenas nas questões relacionadas as matérias escolares mas também para que se forme um cidadão crítico, que pare e pense em o por que tal coisa é feita de um jeito e não de outro, o por que rosa é cor de menina e azul é de menino...
154471
ResponderExcluirA pergunta inicial do texto tem relação com qual cultura está sendo ensinada aos filhos / alunos. Daolio explica bem sobre essa questão do que é para menina ou para menino no capítulo "A construção cultural do corpo feminino, ou o risco de transformar meninas em 'antas' ".
E o artigo citado por vocês pode ser muito relevante ao professor que pretende questionar essas representações simbólicas do corpo das (os) alunas (os) e suas relações com as manifestações corporais. Além de auxiliar na construção de um mapeamento das práticas corporais de seus alunos de uma forma problematizadora e questionadora dos currículos tradicionais.